Quem vive a realidade das estradas, trabalhando com transporte, sabe: pequenos detalhes são decisivos para a saúde desse tipo de negócio. Um pneu na pressão errada, por exemplo, gera desgaste e aumento do consumo de combustível – itens essenciais no planejamento financeiro, já que, tirando a folha de pagamento, combustível e pneu representam cerca de […]

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Telemetria é a grande aliada das transportadoras na redução de custos

Quem vive a realidade das estradas, trabalhando com transporte, sabe: pequenos detalhes são decisivos para a saúde desse tipo de negócio. Um pneu na pressão errada, por exemplo, gera desgaste e aumento do consumo de combustível – itens essenciais no planejamento financeiro, já que, tirando a folha de pagamento, combustível e pneu representam cerca de 80% do custo de uma frota.

Como reduzir custos nesse contexto, no qual cada detalhe pode resultar em lucro ou prejuízo? Os especialistas no tema sabem: no cenário atual, é essencial que seja feito o gerenciamento dos veículos por meio da telemetria. Através dela, todas as informações relativas à condução e ao estado dos veículos são transmitidas à base de monitoramento – dados como consumo de combustível, nível do óleo, temperatura/giro do motor, tempo de acionamento da embreagem, entre outras.

Com esses dados à disposição, o operador do transporte pode se planejar melhor e tomar decisões assertivas. Marcio Toscano, diretor Comercial, Marketing e Pós-venda da Autotrac, empresa líder de mercado em inteligência de monitoramento e rastreamento, explica como fazer isso, na prática.

“A primeira grande missão da telemetria é ajudar o transportador a enxergar a frota através de indicadores que vão permitir que ele, de fato, reduza seus custos. Basta olhar os números: quanto rendeu, quanto ganhou, quanto perdeu etc. Todos esses indicadores mostram, em detalhes, como a frota é utilizada. A partir daí, o gestor pode (e deve) traçar um planejamento, criar metas para as equipes, reeducar os motoristas etc.”, esclarece.

Para a criação dessas metas, também não há mistério. Se a empresa já tem os dados dos veículos, como está a média de consumo, basta comparar com o que indica o fabricante para aquele tipo de operação. Quanto tempo o fabricante de pneu indica de vida útil? Essa é a meta que deve ser perseguida. O sistema de telemetria Autotrac conta, inclusive, com um software que analisa esses dados e faz as comparações entre o que ocorreu e o que deveria ter ocorrido na hora de fechar os relatórios.

Para ajudar na tomada de decisões, o sistema oferece duas visões: uma gerencial, que é uma compilação das informações de um determinado período; a outra é online, em tempo real, que mostra o que está acontecendo naquele momento, para que o gestor atue na hora. É possível, por exemplo, que o operador programe alertas, para receber no celular, em determinadas situações (se o veículo sair da rota, por exemplo, ou exceder certa velocidade).

O serviço permite que o gestor acompanhe, inclusive, informações mais específicas, em um grau de detalhamento que nem o motorista tem, como a situação dos pneus minuto a minuto. É que a Autotrac conta com um sistema de monitoramento dos pneus denominado Cyberfleet, com o qual o cliente acompanha online todos os indicadores de performance (pressão, temperatura e até sensor de presença).

Mudança de cultura

Historicamente, o empresário de transporte se acostumou a pagar os desperdícios dessa conta. Porque ele não tinha esses relatórios, sabia apenas o quanto a empresa estava gastando com os itens, como diesel, manutenção etc. Agora, com uma tecnologia que permite que ele conheça a causa desses gastos, ele pode reavaliar os custos.

“Ele consegue saber o que está acontecendo e atuar na raiz do problema, que geralmente está ligado à forma de condução. Por isso, é necessário fazer um trabalho constante de reeducação dos motoristas; após as viagens, mostrar os erros de condução e as consequências disso”, esclarece Marcio Toscano.

A questão é que a indústria automotiva fez com que os caminhões evoluíssem muito nos últimos anos, ganhando uma eletrônica bastante complexa. Mas o treinamento dos motoristas não evoluiu no mesmo compasso. É como se eles continuassem dirigindo caminhões eletrônicos da mesma forma que conduziam caminhões mecânicos.

Resultado: toda a tecnologia desenvolvida para que o caminhão seja mais bem explorado está sendo subutilizada. Os relatórios de telemetria mostram. É necessário que ocorra um movimento similar ao que acontece com o automobilismo: o engenheiro faz uma reunião com o piloto para mostrar onde ele está errando/acertando, com o objetivo de ajudá-lo a usar melhor a máquina.

Fato é que hoje, da mesma forma que é improvável existir uma frota sem controle eletrônico/rastreamento, em breve será impensável alguém gerenciar uma frota sem telemetria. “Há 20 anos ninguém falava em rastreamento. 10 anos atrás as grandes empresas já falavam. Hoje, ninguém trabalha sem algum tipo de rastreamento. A mesma coisa está acontecendo com a telemetria. Daqui a um tempo ninguém trabalhará sem ela”, conclui Marcio Toscano.

Outros ganhos

Com a telemetria bem feita, o caminhão dura mais, há economia de combustível, o pneu tem a vida útil aumentada. Isso já está claro. Mas existe outro ganho apresentado pela telemetria que passa pela redução de custos e vai além: a prevenção de acidentes – eles geralmente estão associados a erro de condução ou a excesso de velocidade.

A partir do momento em que o gestor começa a observar como o motorista dirige, quais os erros ele comete e passa a reorientá-lo, a quantidade de acidentes reduz. É que tudo passa a ser determinado e acompanhado: velocidade máxima em cada trecho, tempo de condução entre cada pausa para descanso, uso do câmbio etc.

Esse é um ganho que envolve tanto os donos dos caminhões quanto os embarcadores (os donos da carga), que, obviamente, também estão preocupados com a prevenção de acidente – para quem trabalha com inflamáveis, por exemplo, esse assunto é muito relevante.

Por meio de programas de segurança e meio ambiente, alguns embarcadores começaram a criar limites operacionais para as transportadoras. Eles passaram a determinar o comportamento dos motoristas (velocidade máxima em chuva, tempo seco, pausa para repouso etc.). São regras que viraram condições contratuais. Essa exigência ganhou força e, atualmente, quem não usa telemetria não está apto a trabalhar com determinados tipos de carga.

Gostou do texto e se interessou pelo tema? Então, acesse o site da Autotrac, conheça esses e outros serviços oferecidos pela empresa e mantenha-se atualizado.

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