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Início » Notícias » Carros antigos: Brasília

Carros antigos: Brasília

Por: alex
Data 26 de junho de 2018
Tempo de leitura 4 min de leitura
carro brasilia
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Não é à toa que em menos de 10 anos de fabricação, a Vokswagen tenha vendido quase um milhão de unidades da queridinha de muitos brasileiros: a Brasília! Encomenda de Rudolf Leiding, então presidente da VW do Brasil, para o chefe de design à época, Marcio Piancastrelli, foi clara. O novo modelo deveria ser pequeno por fora, grande por dentro e ter uma área grande com vidros.

E, como dizia seu comercial de lançamento: “assim nasceu o carro construído de dentro para fora: o VW 1600 Brasília. Todo bom gosto europeu em cada detalhe, com a mecânica mais simples e robusta: a mecânica Volkswagen”. A propaganda era cheia de detalhes e mostrava bem as inovações do modelo.

Brasília: uma nova dimensão de carro

O design moderno que mais parecia um furgão, segundo o próprio Márcio Piancastrelli, foi um sucesso. Alcançar o posto de um dos carros preferidos dos brasileiros não foi fácil, pois a Brasília concorreu diretamente com outros que fizeram história, como o Chevette, o Maverick, o Dodge 1800 e o Fiat 147. Mas ela conquistou tanto jovens quanto famílias. O ótimo espaço interno fazia caber até cinco pessoas.

Para fazer jus ao nome, o design tinha que ser moderno como a nova capital brasileira (que à época tinha apenas 13 anos), mas com a força e a vitalidade do Fusca, que já era um sucesso. Os traços retos, mas com linhas que suavizavam o estilo, eram o desenho perfeito para traduzir esse sentimento.

Além disso, outros detalhes marcaram e ainda marcam o estilo da Brasília. O principal eram as entradas de ar nas laterais, que serviam para a refrigeração do motor, mas deram um toque estético único. Os quatro faróis redondos e o para-choque de lâmina cromada davam a “cara” do carro moderno e urbano.

Desempenho e Inovação

O motor fazia de 0 a 100 km/h em 23 segundos. O carro tinha um volante grande e havia garantia de boa estabilidade nas curvas. Era mais moderno até que a Variant, que também era uma paixão nacional. Era mais fácil de manobrar e ágil no trânsito.

Em 1974, a Brasília trouxe um novo carburador simples, que aumentou a potência para 65 cavalos. Em 1976, foi lançado o painel que imitava madeira, o porta-luvas com tampa e um novo desenho do estofamento. Em 1979 vieram os apoios de cabeça e novas cores. Nos anos 1980, por conta da crise do petróleo, foram lançados os motores a álcool.

Aposentadoria precoce

Mesmo caindo no gosto popular, um detalhe sempre frustrava os proprietários: o pequeno espaço para malas, embaixo do capô. Por isso, a solução brasileira que virou moda em seguida foi levar a bagagem no teto.

Apesar de lugar cativo no coração e na memória de muitos brasileiros, sua produção foi curta, de 1973 a 1982, quando passou a ser substituído pelo Gol. O plano das montadoras da época era lançar carros com “famílias”. Ou seja, o mesmo modelo, mas com diferentes opcionais, como é até hoje.

A Brasília era construída sobre a plataforma derivada do Fusca. Tinha tração traseira, quatro cilindros opostos e motor refrigerado a ar e posicionado na parte traseira do veículo. Ao longo dos anos, o veículo sofreu poucas alterações, e por isso sua imagem se solidificou no imaginário popular. Mesmo assim, trouxe pequenas novidades.

Uma pena. Já pensou cruzarmos com uma Brasília modelo 2018? Como seria? Uma SUV, provavelmente? Bom, isso vai ficar só nosso imaginário.

Eternos fãs

A Brasília não era tão econômica e nem tão rápida quanto o Chevette Hatch, seu contemporâneo. Mesmo assim, teve muitos fãs. Oscar Schmidt, lenda do basquete, foi um deles. Seu primeiro carro foi uma Brasília vinho, dada de presente pelo então presidente do Palmeiras, clube que ele representava em 1974. Uma bela recompensa pelo desempenho em quadra! Oscar gostava tanto do modelo que seu segundo carro foi… uma Brasília, só que desta vez, bege!

A Brasília de Oscar Schmidt
Oscar Schmidt com sua primeira Brasília vinho (arquivo pessoal)

O sucesso desse carro brasileiríssimo cruzou a América e chegou a ser fabricada pela Volks mexicana entre 1974 e 1981. Ela chegou até a participar de episódio em um dos programas mexicanos mais conhecidos pelos brasileiros. Claro que estamos falando do “Chaves”, você se lembra?

Carro Brasília no episódio do Chaves
A Brasília mexicana desfilando no episódio de “El Chavo del 8”, nosso querido Chaves.

Se você também é da legião dos apaixonados pela Brasília, já passou pela sua cabeça ter uma? Porém, começar não é fácil, mas… quem sabe, procurando bem? Na internet você encontrará diversos anúncios, que começam a partir de R$2.000 e podem ir além dos R$ 35.000. Você pode começar sua aventura tentando restaurar um mais barato, ou economizar tempo comprando um que esteja mais conservado.]

Antigomobilismo

Ah, antes de se aventurar, você também pode começar a frequentar eventos de carros antigos e bater um papo com experts, assim, fica por dentro do mundo apaixonante do antigomobilismo.

Agora se você já é do clube dos apaixonados por carros antigos e também tem um xodó para chamar de seu, existe um jeito de você não tirar os olhos do seu carro, sabia? Com um rastreador instalado e um Smartphone em mãos você pode ter todos os movimentos em tempo real, além de contar com o serviço de Pronta Resposta Nacional. Uma equipe especializada é acionada para localizar seu carro com agilidade.

E aí, curtiu a história da Brasília? Que tal conhecer mais sobre o Opala?

carro brasilia

 

 

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Brasília: uma nova dimensão de carro O design moderno que mais parecia um furgão, segundo o próprio Márcio Piancastrelli, foi um sucesso. Alcançar o posto de um dos carros preferidos dos brasileiros não foi fácil, pois a Brasília concorreu diretamente com outros que fizeram história, como o Chevette, o Maverick, o Dodge 1800 e o Fiat 147. Mas ela conquistou tanto jovens quanto famílias. O ótimo espaço interno fazia caber até cinco pessoas. Para fazer jus ao nome, o design tinha que ser moderno como a nova capital brasileira (que à época tinha apenas 13 anos), mas com a força e a vitalidade do Fusca, que já era um sucesso. Os traços retos, mas com linhas que suavizavam o estilo, eram o desenho perfeito para traduzir esse sentimento. Além disso, outros detalhes marcaram e ainda marcam o estilo da Brasília. O principal eram as entradas de ar nas laterais, que serviam para a refrigeração do motor, mas deram um toque estético único. Os quatro faróis redondos e o para-choque de lâmina cromada davam a “cara” do carro moderno e urbano. Desempenho e Inovação O motor fazia de 0 a 100 km/h em 23 segundos. O carro tinha um volante grande e havia garantia de boa estabilidade nas curvas. Era mais moderno até que a Variant, que também era uma paixão nacional. Era mais fácil de manobrar e ágil no trânsito. Em 1974, a Brasília trouxe um novo carburador simples, que aumentou a potência para 65 cavalos. Em 1976, foi lançado o painel que imitava madeira, o porta-luvas com tampa e um novo desenho do estofamento. Em 1979 vieram os apoios de cabeça e novas cores. Nos anos 1980, por conta da crise do petróleo, foram lançados os motores a álcool. Aposentadoria precoce Mesmo caindo no gosto popular, um detalhe sempre frustrava os proprietários: o pequeno espaço para malas, embaixo do capô. Por isso, a solução brasileira que virou moda em seguida foi levar a bagagem no teto. Apesar de lugar cativo no coração e na memória de muitos brasileiros, sua produção foi curta, de 1973 a 1982, quando passou a ser substituído pelo Gol. O plano das montadoras da época era lançar carros com “famílias”. Ou seja, o mesmo modelo, mas com diferentes opcionais, como é até hoje. A Brasília era construída sobre a plataforma derivada do Fusca. Tinha tração traseira, quatro cilindros opostos e motor refrigerado a ar e posicionado na parte traseira do veículo. Ao longo dos anos, o veículo sofreu poucas alterações, e por isso sua imagem se solidificou no imaginário popular. Mesmo assim, trouxe pequenas novidades. Uma pena. Já pensou cruzarmos com uma Brasília modelo 2018? Como seria? Uma SUV, provavelmente? Bom, isso vai ficar só nosso imaginário. Eternos fãs A Brasília não era tão econômica e nem tão rápida quanto o Chevette Hatch, seu contemporâneo. Mesmo assim, teve muitos fãs. Oscar Schmidt, lenda do basquete, foi um deles. Seu primeiro carro foi uma Brasília vinho, dada de presente pelo então presidente do Palmeiras, clube que ele representava em 1974. Uma bela recompensa pelo desempenho em quadra! Oscar gostava tanto do modelo que seu segundo carro foi... uma Brasília, só que desta vez, bege! [caption id="attachment_4972" align="alignnone" width="676"] Oscar Schmidt com sua primeira Brasília vinho (arquivo pessoal)[/caption] O sucesso desse carro brasileiríssimo cruzou a América e chegou a ser fabricada pela Volks mexicana entre 1974 e 1981. Ela chegou até a participar de episódio em um dos programas mexicanos mais conhecidos pelos brasileiros. Claro que estamos falando do “Chaves”, você se lembra? [caption id="attachment_4973" align="alignnone" width="633"] A Brasília mexicana desfilando no episódio de “El Chavo del 8”, nosso querido Chaves.[/caption] Se você também é da legião dos apaixonados pela Brasília, já passou pela sua cabeça ter uma? Porém, começar não é fácil, mas... quem sabe, procurando bem? Na internet você encontrará diversos anúncios, que começam a partir de R$2.000 e podem ir além dos R$ 35.000. Você pode começar sua aventura tentando restaurar um mais barato, ou economizar tempo comprando um que esteja mais conservado.] Antigomobilismo Ah, antes de se aventurar, você também pode começar a frequentar eventos de carros antigos e bater um papo com experts, assim, fica por dentro do mundo apaixonante do antigomobilismo. Agora se você já é do clube dos apaixonados por carros antigos e também tem um xodó para chamar de seu, existe um jeito de você não tirar os olhos do seu carro, sabia? Com um rastreador instalado e um Smartphone em mãos você pode ter todos os movimentos em tempo real, além de contar com o serviço de Pronta Resposta Nacional. Uma equipe especializada é acionada para localizar seu carro com agilidade. E aí, curtiu a história da Brasília? Que tal conhecer mais sobre o Opala?    
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